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Obesidade, a vilã silenciosa no Brasil

Posted in Atualidades por Morgana Gualdi Laux em julho 30, 2009

Doença mata mais que a AIDS no país

Morgana Laux

Apesar dos grandes riscos que envolvem doenças como a Aids, pesquisas realizadas pelo Ministério da Saúde apontam que a obesidade mata mais que o vírus da imunodeficiência. Anualmente, 80 mil indivíduos morrem no Brasil em decorrência das complicações provocadas pelo excesso de gordura no corpo. Devido a esses e outros fatores, o governo gasta cerca de R$ 1,45 bilhão ao ano no combate e prevenção de doenças relacionadas a obesidade, como diabetes, hipertensão, problemas cardiovasculares e emocionais.

Conforme o Ministério da Saúde, os índices de 2009 apontam que 13% da população brasileira é obesa. Os números relacionados ao sedentarismo diminuíram entre 2006 e 2008, no entanto, a proporção de obesos continua crescendo no Brasil. Um levantamento de dados realizado por telefone em 27 capitais constatou que 43,3% dos moradores delas estão com excesso de peso. Porto Alegre é, entre os grandes centros, a cidade que apresenta índices mais preocupantes: quase metade da população está acima do peso (49%) e 15,9% são obesos, constatou a pesquisa.

O aumento de peso não está relacionado com a renda financeira do indivíduo, mas, sim, com o que ele come. Os hábitos alimentares influenciam na questão do peso, já que brasileiro tem optado por comer fora de casa, optando com freqüência pelas refeições rápidas, os fast foods.

A alimentação baseada em lanches como cachorro quente, sanduíche, cheese burger e outros, entretanto, traz prejuízos lentos e graduais ao corpo humano. Fernanda Guidi Colossi, nutricionista do Centro da Obesidade e Síndrome Metabólica do Hospital São Lucas da PUCRS, alerta que obesos tendem a ter cansaço e apnéia do sono, pois o acúmulo de gordura na faringe faz a pessoa roncar e ter pausas respiratórias enquanto dorme, isso pode levar ao aumento de pressão e também à possibilidade de derrame. Pedra na vesícula, assim como gordura no fígado, refluxo esófagico e tumores no intestino também são doenças relacionadas ao excesso do peso. Outro problema que obeso sofre com freqüência é a diminuição da auto-estima e até a depressão.

A especialista também orienta as pessoas que apresentam alguns quilos a mais a fazer uma dieta equilibrada, que consiste, sem dúvidas, no auxílio do profissional da área. “Para reverter o quadro de 80 mil pessoas mortas por ano em decorrência da obesidade, seria preciso intervenções precoces com orientação nutricional preventiva desde a infância, facilitando acesso ao tratamento para modificar curso da doença antes de já termos comorbidezes associadas, ou seja, A presença de doenças associadas à obesidade”.

Além disso, Fernanda alerta para a demora na procura de ajuda profissional, o que acontece somente depois da descoberta de doenças. “Normalmente as pessoas procuram o profissional de saúde após alguma doença instalada, não é habito uma busca com objetivo de prevenção. A busca vem após um infarto, alteração em exame laboratorial, peso desajustado, internação hospitalar, etc. O ideal seria que as pessoas buscassem saber como deveria ser sua alimentação para que não desenvolvessem problemas de saúde”.

Para diminuir o índice de obesidade é preciso recorrer a métodos saudáveis. “A prática de exercícios pode ajudar consideravelmente, mas o melhor é a associação entre atividade física e alimentação equilibrada, mas o exercício já diminui o risco”.

Como saber se a pessoa é obesa?

Para saber a respeito do índice corporal, basta realizar o IMC, ou seja, um método simples e amplamente difundido de se medir a gordura corporal. O IMC é calculado da seguinte forma: dividi-se o peso do indivíduo em quilos pelo quadrado de sua altura em metros. Segundo o valor do cálculo é estabelecido o seguinte padrão:

* IMC menor que 18.5 é abaixo do peso
* IMC entre 18.5 e 24.9 é normal
* IMC entre 25.0 e 29.9 é acima do peso
* IMC entre 30.0 e 39.9 é obeso/a
* IMC de 40.0 ou mais é severamente (ou morbidamente) ‘obeso(a)’

obesidade

Matéria presente no jornal Hipertexto – edição de julho

3 Respostas to 'Obesidade, a vilã silenciosa no Brasil'

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  1. Excelente artigo.

    Obrigado pela informação.

    Cumprimentos

  2. Francine said,

    Oi, Morgana

    Adorei a reportagem. Sou formanda de Psicologia e realizarei uma pesquisa com pessoas obesas em tratamento para perda de peso sobre as expectativas em relação ao emagrecimento, previsão de início em abril.
    Resido em Porto Alegre e gostaria de saber se você tem alguém com interesse em participar. A entrevista é realizada pessoalmente e não terá custo com deslocamento.

    Agradeço se puder me ajudar.
    Francine

  3. Morgana Gualdi Laux said,

    Olá Francine! Que bom que você gostou da reportagem.

    Infelizmente não poderei te indicar pessoas para a pesquisa, mas o que precisares, pode enviar mensagem para mim.

    Desculpa pela demora, mas pode contar comigo.

    Abraços!


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