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O Gosto da Guerra

Posted in jornalismo,livros por Morgana Gualdi Laux em janeiro 4, 2009
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Pequenos trechos de “O Gosto da Guerra” de Jose Hamilton Ribeiro ( Editora Objetiva), lidos em voz alta por um professor, foram capazes de prender a minha atenção em meio à euforia estabelecida antes do horário de almoço.
O livro “O Gosto da Guerra” é a história comovente e repleta de emoções e sentimentos colocados no papel, por um jornalista, ou seja, por um profissional que, simplesmente, foi cobrir a Guerra do Vietnã, mas acabou sendo marcado por ela. Hamilton não estava em um local errado, em um horário errado, apenas demonstrou ser o portador de uma grande quantidade de azar, pois no chão em que ele pisou, antes algumas pessoas pisaram, porém foi justamente com ele que uma mina explodiu.
Os relatos da obra são detalhados, parece ser simultaneamente um diário, permanecendo uma visão pessoal da guerra, mas também um trabalho jornalístico, imensamente influenciado pelo acidente que o jornalista vivenciou. O “jogo da mulher amada”, por exemplo, citado por Hamilton, faz o leitor compreender um pouco mais sobre a vida de um soldado americano. O autor também faz um comentário extenso sobre as mulheres vietnamitas e como é importante o papel delas na sociedade. Logo, é colocado em pauta o panorama total de uma guerra, os dois lados, os feridos, os principais personagens.
“O Gosto da Guerra” é puro jornalismo de guerra. Traz parágrafos cruéis e frases emocionantes, escritos por quem somente poderia escrevê-los: Jose Hamilton Ribeiro, após um acidente que lhe custou uma parte do corpo, mas também lhe rendeu uma ótima obra.

Alguns trechos do livro:

“…Escolhida a mulher, e colada num bom lugar – de preferência na cabeceira da cama, ou na valise da cama -, o GI a divide em tantos pedacinhos quantos são os dias que ainda tem de agüentar na guerra. Trezentos e cinco pedacinhos, se começa no início, ou cem, se acompanha a maioria..”

“…Olhei-me de novo: abaixo do joelho, na perna esquerda. Só havia tiras de pele, banhadas de sangue, que repuxavam e se arregaçavam,fora do meu controle…”

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