Blog da Morg


Hiroshima

Posted in famecos,jornalismo,livros,pucrs por Morgana Gualdi Laux em junho 9, 2010

Sob uma perspectiva de humanizar  personagens vítimas do bombardeio de Hiroshima, o jornalista John Hersey escreve com minuciosos detalhes Hiroshima – uma reportagem marcante com seis indivíduos afetados pela bomba atômica. O artigo foi publicado um ano após o acontecimento das atrocidades inicialmente na revista The New Yorker. Atualmente, o livro está sendo comercializado no Brasil pela Companhia das Letras, com um capítulo adicional, sendo ele um relato sobre os quarenta anos  vivenciados pelas seis pessoas após o bombardeio.

O jornalismo convencional, marcado pela aparência da neutralidade  e pela busca dos furos de reportagens, não seria adequado para reviver momentos de tensão, medo e dor presentes no cenário de Hiroshima no dia 6 de agosto de 1945.  O jornalista John Hersey une as práticas jornalísticas de entrevistas e apuração dos fatos com técnicas e estruturas de ficcção para contar os fatos que ocorreram com o Reverendo Tanimoto, pastor educado nos EUA; Nakamura, viúva de guerra e mãe de três crianças; Dr Fugi, proprietário de um hospital privado; Padre Kleinsorge (convertido e nomeado Takakura), pastor jesuíta; Dr. Sasaki: um jovem médico atuante no Hospital da Cruz Vermelha e Sasaki, funcionária da Fundição de Estanho do Leste da Ásia.

Sendo assim, Hiroshima  conta a perpectiva dos seis hibakusha (termo para designar pessoas afetadas pela explosão) desde a manhã do bombardeio até os quarenta anos seguidos das consequências. Para isso, o jornalista mergulha na imersão dos personagens, personagens esses considerados comuns.  Então, por essas e outras características, a obra é vista como um dos marcos iniciais do jornalismo literário. Em Hiroshima, o correpondente de guerra John Hersey demonstra a apuração preciosa de detalhes e sem se aprofundar em números, humaniza seis faces japonesas, mostrando aos americanos como a novidade tecnológica produzida pelo homem mudaria diretamente ou indiretamente o cotidiano daqueles presentes em Hiroshima. Sem dúvida alguma, jornalista transcedeu dados e apontou o japones como um ser humano, munido de princípios, valores e razões.

Dentro da linguagem, pode-se perceber que John Hersey ao lançar no ano de 1946 a reportagem, não se ateve somente a contagem de 31.347 palavras, mas ao sentido que elas iriam transmitir ao público. Utilizando expressões como “clarão silecioso”, “estranha e caprichosa doença”, “imenso clarão cortou o céu”, marcas do jornalismo literário, Hersey também dramatizou os acontecimentos, utilizando um ponto de vista mais real e com uma maior consistência.

John Hersey, totalmente inserido no cenário de Hiroshima, realiza a “arte de contar boas histórias”, elemento essencial retomado no jornalismo literário.  O escritor munido com um texto de impacto, simples e isento de emocionalismo foi responsável por uma das melhores reportagens publicadas no século XX, mesclando jornalismo e literatura. Concordando com a citação do The New York Times de que a publicação do livro é muito mais do que um clássico, Hiroshima é um relato documental histórico de seis pessoas comuns, utilizando uma narrativa de fácil acesso a qualquer leitor, mas que o permite tomar conhecimento de como uma população pode ser afetada por um bombardeio durante o ato principal, até quarenta anos após a explosão, isso porque as consequencias são inevitáveis: jovens mutiladas, homens e mulheres estéreis, nascimento de crianças deformadas e mortes, muitas mortes. John Hersey soube escrever com eficiência a história, sem se prender a política vigente da época e explorando principalmente os detalhes. E é por isso que ele se destaca em meio a tantos jornalistas e suas publicações.

O texto da liga…

Posted in Atualidades,Futebol por Morgana Gualdi Laux em abril 25, 2010

O futebol gaúcho, no início do século 20, não aceitava a participação de negros e mulatos em clubes como o Grêmio, Inter e Cruzeiro de Porto Alegre. Incoformados, os excluídos formaram a Liga da Canela Preta – campeonato em que qualquer indivíduo podia jogar, independentemente da raça. Jayme Moreira da Silva, hoje com 93 anos, foi personagem dessa incrível história do esporte rio grandense.

A data de fundação da liga perde-se entre 1911 e 1912. Com uniformes confeccionados e botinas amaciadas pelo desgaste dos jogos praticados no campo localizado na rua Arlindo, os atletas negros faziam parte de um campeonato praticado em dois turnos, lembrando o atual sistema do Brasileirão. Alguns clubes que faziam parte: 8 de Setembro, Rio Grandense, Palmeiras e Bento Gonçalves.

– A Rua Arlindo era uma grande várzea, um gramado da própria natureza. Ali ficavam os campos da liga da Canela Preta. O 8 de Setembro treinava no local e também na Oswaldo Aranha, no Parque Farroupilha e também, de frente à Oswaldo Aranha, na Fernandes Vieira – lembra Jayme, ex-jogador da Liga.

A realização dos jogos acontecia também na Rua Arlindo, atual Praça Garibaldi, bairro Cidade Baixa. No endereço, havia três campos de futebol, sendo eles o Riograndense, o Palmeiras e o Ford (clube fundado na Rua 7 de setembro por motoristas que dirigiram os primeiros carros na capital). Para assistir aos jogos, os torcedores já pagavam ingresso:

– Tinha que pagar ingresso na época. Era baratinho. Mas, nada era de graça. – comenta o atleta.

Alguns clubes da Liga da Canela Preta também contavam com quadro de sócios:

– Podia se associar no clube. Lembro-me que no 8 de Setembro podia sim. Além disso, havia outros que eram bem organizados – lembra Jayme, que também pertenceu à diretoria do clube Oito de Setembro, organizando bailes.

A liga reunia um número de torcedores de destaque. No término do campeonato, havia desfile pelas ruas, na Praça Garibaldi, João Alfredo, e alguns pontos da Cidade Baixa até a Oswaldo Aranha. Nas cerimônias, as rainhas de cada clube se apresentavam.

No entanto, nem tudo era festa. Assim como Grêmio e Inter apresentavam rivalidade desde a origem, 8 de Setembro e Rio Grandense eram rivais acirrados.

– O pessoal da colônia chamava o pessoal do Riograndense de os mulatinhos cor-de-rosa. Eles faziam parte da família Cunha, família da Zona U ( atualmente local que contempla a parte da João Pessoa até a margem do Guaíba). A família Cunha era uma família por cima, então para abusar dizíamos que eram os mulatinhos cor-de-rosa – brinca o ex-atleta.

Os nomes feios e xingamentos por parte de jogadores eram ditos por conta da disputa fora de campo, em decorrência dos cargos ocupados por cada um:

– Brigávamos com os Cunha porque eles sempre tiveram posição no governo, por serem empregados de categoria e do tribunal de justiça. Mas em nenhum momento ocorreram brigas físicas.

Os jogadores da Liga da Canela Preta não eram remunerados com salários, apenas recebiam pequenas ajudas de dirigentes do clube ao qual pertenciam, começaram a sentir interesse pelas instituições maiores. Coincidentemente, a liga tradicional abriu a segunda divisão no ano de 1922, ocasionando oportunidades para jogadores negros e facilitando a decadência da Liga da Canela Preta.

O campeonato, então, perdeu força e os craques de maior habilidade acabaram por preencher lugares em clubes de expressão como o Internacional. Em 1928, Dirceu Alves entrou para o elenco do colorado, sendo o primeiro jogador negro. Logo após, outros conquistaram espaço. No ano de 1931, período em que Jayme atuou na liga, jogadores da Liga da Canela Preta almejavam espaço no Internacional:

– Eles tinham vontade de ir para o Inter para arrumar emprego de destaque. Alguns recebiam em salário. Um conhecido, por exemplo, jogador do Inter, na época em que eu trabalhei numa empresa, comprava roupa lá, por conta do clube. Então, já era salário, o atleta estava ganhando alguma coisa – revela Jayme.

Como os grandes clubes se abriram para os negros, sobretudo nos anos 40, a Liga da Canela Preta foi perdendo sua razão de ser. Foi se esvaindo aos poucos, até desaparecer em silêncio.

Quase um século de futebol

Jayme Moreira da Silva, ex- jogador de futebol, conciliou partidas da Liga da Canela Preta com os estudos realizados no colégio Paulo Soares. Filho de pai branco e mãe mulata, ele atuou no clube 8 de Setembro em 1930, quando apresentava apenas dezesseis anos.

O ex-jogador também pertenceu à diretoria do clube. Aos dezessete anos, organizava bailes no salão Rui Barbosa. Na época, Jayme ainda era responsável pelos convites e pela formação dos quinze pares para a festa. Os pares eram uma espécie de diretores, que ajudavam na arrecadação do dinheiro para os eventuais gastos.

Jayme também fundou um clube varzeano de verão chamado Paraná. O elenco contava até mesmo com Clarimundo, um alemão. No cenário futebolístico, o irmão de Jayme, Luiz, também se destacou pela habilidade e acabou sendo contratado pelo Internacional. Indisciplinado, não permaneceu por muito tempo no clube, pois assinou contrato com duas instituições, o que era proibido.

Desde a época de atuação na Liga da Canela Preta, o ex-jogador é torcedor gremista. Coincidentemente, ele chegou a vizinhar com o Eurico Lara:

– O Lara era um homem muito fechado. Eu me relacionava mais com os filhos dele, do que com ele. Mas para entrar nos jogos do Grêmio eu tinha que falar com ele. E ele dizia: “fica no portão que eu vou chegar tal hora, ai tu entra junto comigo”.

Jayme também esclarece a lenda sobre a participação de brancos no antigo campeonato:

– A maioria da Liga da Canela Preta era negro. No entanto, também jogava brancos.

Para o ex-atleta, algumas personalidades do futebol brasileiro conquistariam espaço no cenário futebolístico de 1930:

– Um jogador que brilharia na Liga da Canela Preta seria o Jonas do Grêmio. Do futebol mundial eu admiro o Ronaldinho Gaúcho, mas o principal foi o Pelé. É muito futebol, até enjoa, muita habilidade. Todos os dias têm futebol – brinca Jayme.

Prestes a completar 94 anos no dia 4 de novembro, Jayme Moreira da Silva reconhece as limitações que apresentava quando jovem, no entanto nunca esqueceu da preferência ao clube do coração:

– Eu daria preferência para o Grêmio se pudesse jogar na primeira divisão, mas não tinha condições.

Hoje, Jayme mora em uma residência no bairro Mont Serrat, acompanhado das filhas. Entretanto, o que resta a ele são apenas saudades dos tempos da Liga da Canela Preta:

– A minha saudades é muito grande, eu choro muito. Se ainda tivesse alguém para conversar, no entanto a maioria dos jogadores já morreu – menciona o ex-atleta, ex-diretor de clube e também ex-bancário.

Meu flickr

Posted in Outros por Morgana Gualdi Laux em abril 25, 2010
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Faz um tempinho que não escrevo. Pode ter certeza que andei muito ocupada ultimamente.

Mas vale lembrar: http://www.flickr.com/photos/morglaux

Post no blog do david coimbra

Posted in 1 por Morgana Gualdi Laux em outubro 22, 2009
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tic-tac…tic-tac…

Posted in 1 por Morgana Gualdi Laux em setembro 11, 2009
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Desde o início de nossas vidas, somos disciplinados a viver de dois modos diferentes: o primeiro com ansiedade, correndo contra o tempo, preenchendo todos os minutos com atividade reguladas pelo relógio. O segundo fica por conta de uma rebelação, ou seja, pelo não cumprimento das obrigações, pelo esquecimento das responsabilidades e pela livre vontade. É o comum “deixa para lá”. Eu optei, infelizmente, pelo primeiro desde o início da vida. E acho que muitos do que me rodeiam também.
Pode-se dizer que vivo feliz até agora, com meus quase vinte anos. Entretanto, recentemente, questiono-me sobre o transcorrer da minha existência : “O que aproveitei da minha vida?”, “O que realmente me fez e me faz feliz?”. Acabei por encontrar algumas respostas, depois de tantos pensamentos obscursos.
Perpetuamente senti o desejo crescente de esquecer tudo e de apagar todos os compromissos da minha agenda. No entanto, nunca consegui esse feito. Sempre apresentei a obrigação de responder pelas minhas ações próprias. Agora, nesse momento, observo que muito do que fiz, eu poderia ter deixado de fazer. Eu poderia ter dormido mais, ter faltado algumas aulas, ter preservado algumas amizades ou ter, simplesmente, deixado o tempo passar, sem meus livres impulsos e sem aquela responsabilidade presa a ansiedade cotidiana.
No final, sou produto de um modo de vida que atordoa os pensamentos das pessoas. Sou habituada a estudar feito robô, a trabalhar sem questionar e a produzir sem pensar. Assim como eu, outros também planejam atividades a serem cumpridas, mas ao menos sabem a razão de fazê-las. Esquecem dos amigos, de uma boa tarde de preguiça, tudo por levar em conta um modelo globalizado. Certo dia, uma professora questionou os alunos sobre o porque de realizar a faculdade de jornalismo e nenhum soube responder o motivo pelo qual escolheu o curso.
Talvez alguns saibam o porquê da Comunicação Social, mas talvez alguns só esperam o ponteiro do relógio se mover. Fazem das escolhas simples marcas de tinta em um papel, porque as escolhas são apenas responsabilidades. Marcar em um papel uma graduação, estagiar sem ter experiência, produzir matérias ou ler livros sem sentido fazem parte de um estilo de vida: o ansioso, o de atividade regulados pelo barulho inevitável do relógio.

Quando chega a hora…

Posted in pessoal por Morgana Gualdi Laux em setembro 1, 2009

O meu maior medo sempre foi a morte. Acho triste toda a questão filosófica em torno da polêmica de onde viemos e para onde vamos. Nunca questionei nada disso e nunca encontrei respostas nas religiões ou em algo parecido. Tenho medo de me despreender das paisagens mais belas, dos sentimentos mais comuns, da felicidade. Sinto tristeza, pois sei que vou partir de um mundo no qual não aproveitei muito ou, simplesmente, apenas tenho a sensação de não ter aproveitado todos os momentos como eu gostaria.
Terça-feira passada, meus pais, de acordo com a minha opinião, tomaram uma das decisões mais importantes de nossas vidas: sacrificar o nosso bicho de estimação. Há algum tempo ele apresentava um comportamento estranho e colocava em risco a nossa segurança, tentando nos morder perigosamente. Ele também parecia sofrer, debatendo-se e abrindo feridas pelo corpo. O Pirata, sem dúvidas, era lindo, meigo e afetuoso e é disso que me lembro até agora.
Foi uma decisão difícil e que provoca lágrimas até agora no rosto da família inteira. Meu pai chorou tristemente, como eu nunca tinha visto. Minha mãe não se habituou com a ausência dele em casa. Imaginamos os motivos pelos quais ele teria se tornado agressivo. No entanto, damos a ele quatro anos e meio de muito amor. E também várias oportunidades, várias idas ao veterinário. Não faltou carinho, ração da melhor qualidade e brincadeiras a qualquer hora.
Mas é triste. Até agora eu me lembro dos momentos que deixei de vivenciar ao lado dele. Fico triste de não ter deixado ele amassar algumas folhas do meu caderno e de não ter mordido alguns dos meus tênis. Hoje, eu deixaria ele pegar a bolinha na corrida, deixaria ele passear mais pelo espaço fora do apartamento, deixaria ele dormir mais na minha cama. Hoje, eu faria tudo aquilo que não fiz. Eu realizaria todos os desejos dele, pois sei que amei o bastante ele, mas não aproveitei tudo que poderia aproveitar ao lado dele.
Pirata, tu será inesquecível na minha vida. Não haverá gato para te substituir. Só ficaram as melhores lembranças, pode ter certeza.

Um pedaço de Buenos Aires no Centro Histórico de Porto Alegre

Caminho dos Antiquários se espelha em feiras internacionais para tornar bairro mais agradável

Todos os sábados do mês, exceto quando chove, curiosos, apreciadores de antiguidade e moradores do bairro Centro Histórico de Porto Alegre podem conferir as atrações do Caminho dos Antiquários, que iniciam às 10 horas da manhã e finalizam por volta das 16 horas da tarde. A atração cultural acontece na Rua Marechal Floriano Peixoto e se estende até a praça Daltro Filho, a famosa Praça do Capitólio. No evento, peças decorativas, tapetes importados, relíquias de guerra e exemplares inusitados são encontrados á venda. O Caminho dos Antiquário foi idealizado há cerca de cinco anos, quando donos de lojas de Porto Alegre visitaram feiras em países como Buenos Aires e Montevidéu. Nas capitais argentina e uruguaia, eles encontraram uma concentração grande de antiquários e a exposição de mercadorias nas calçadas em uma dia da semana.
A Capital foi beneficiada com o surgimento do Caminho dos Antiquários, pois a grande concentração de lojas de antiguidade no Centro Histórico proporcionou a concretização de um evento que desenvolve o comércio e possibilita a criação de um ponto turístico agradável na cidade. “A Feira do Caminho Antiquários de Porto Alegre é inspirada na de San Telmo, de Buenos Aires, e na de San Hevar, de Montevidéu e também no Mercado das Pulgas, em Paris, que funciona da mesma forma”, explicou Paulo, coordenador e idealizador do evento em Porto Alegre.
Paulo, também proprietário há 20 anos de um dos antiquários, comentou sobre os motivos que o levaram a participação na feira. “Os antiquários expõem na calçada as mercadorias, e como em Porto Alegre temos o privilégio de ter um núcleo de antiquários concentrado no mesmo local, nós resolvemos investir na possibilidade de nos espelharmos no sucesso internacional que são as feiras, para criar um ponto turístico agradável, mas também para desenvolver o comércio e para tornar o Centro Histórico mais agradável”.
O Caminho dos Antiquários atrai um público formado por todas as faixas etárias e diferentes classes sociais. No sábado, crianças, casais e idosos contemplam os objetos antigos, as butiques e a produção de artesanato. “Nós temos por exemplo crianças que admiram antiguidade e também pessoas de mais idade, porque nós trabalhamos com história, que tem vida, tem energia, tem qualidade, características não encontradas nas peças atuais, da era do descartável. Nós trabalhamos com peças do início do século 19 e 20 e que estão intactas. Vão durar mais 100 ou 200 anos, pois foram confeccionadas de uma forma para que isso acontecesse”.
O perfil do público visitante do Caminho dos Antiquários compreende todas as idades, pois são pessoas que frequentam a feira por admirar o belo dos objetos antigos. “São várias as faixas etárias e também classes sociais. Você pode admirar o belo e ser uma pessoa com menos posses ou você pode ser uma pessoa com muitas posses e ser cliente de uma loja popular de móveis”, informou Paulo.
No entanto, quem admira pela primeira vez a feira se surpreende com as peças expostas na rua e com o modo de realização do evento. “Eu acho muito interessante a abertura de uma feira ao ar livre para que o público possa ver melhor os produtos, pois muitas vezes eles ficam dentro da loja e o pessoal não entra. Na rua, ao ar livre, fica muito mais interessante”, opinou Silva de Francesqui, guia de turismo que foi a feira para tentar vender um suporte de uma máquina antiga e conhecer o Caminho dos Antiquários.
Acompanhada pelo marido, os dois voltaram aos tempos antigos, com lembranças: “ Para mim, por exemplo, o que me cativa é a lembrança. Eu estava olhando um banco imobiliário e eu tenho um idêntico ao que está exposto. Então, olhar tudo isso é voltar no tempo. A música que está tocando também facilita”, comentou Beline Marçal Gonçalves, marido de Silva, ao som de Unchained Melody, de Elvis Presley.
O Caminho dos Antiquários, que conta com 20 lojas e 40 expositores tem música transmitida ao vivo. O público pode retornar a tempos remotos, escutando blues ao vivo com a banda Blue Grass, em que toca Petracco, ex-integrante da banda TNT e também da Trem 27 (grupo ganhador do Prêmio Açorianos de Música como Melhor grupo POP/Rock em 2003). “Eu acho sensacional participar do Caminho dos Antiquários. Da última vez que nós estivemos aqui eu me emocionei de ver uns velhinhos dançando tango. Nós fomos muito bem recebidos”, disse o músico.
Atualmente, o Caminho dos Antiquários é uma alternativa para reviver momentos nostálgicos, seja pelo ambiente, seja pela questão sonora. Contudo, mais informações sobre a feira podem ser acessadas também por meio da web, no endereço eletrônico: www.caminhodosantiquarios.com.br.

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– Matéria realizada para a disciplina de Técnicas Digitais.

Cada um realizou uma parte do trabalho. Então posto aqui o texto, que originalmente fiquei responsável e as fotos que eu tirei.

Obesidade, a vilã silenciosa no Brasil

Posted in Atualidades por Morgana Gualdi Laux em julho 30, 2009

Doença mata mais que a AIDS no país

Morgana Laux

Apesar dos grandes riscos que envolvem doenças como a Aids, pesquisas realizadas pelo Ministério da Saúde apontam que a obesidade mata mais que o vírus da imunodeficiência. Anualmente, 80 mil indivíduos morrem no Brasil em decorrência das complicações provocadas pelo excesso de gordura no corpo. Devido a esses e outros fatores, o governo gasta cerca de R$ 1,45 bilhão ao ano no combate e prevenção de doenças relacionadas a obesidade, como diabetes, hipertensão, problemas cardiovasculares e emocionais.

Conforme o Ministério da Saúde, os índices de 2009 apontam que 13% da população brasileira é obesa. Os números relacionados ao sedentarismo diminuíram entre 2006 e 2008, no entanto, a proporção de obesos continua crescendo no Brasil. Um levantamento de dados realizado por telefone em 27 capitais constatou que 43,3% dos moradores delas estão com excesso de peso. Porto Alegre é, entre os grandes centros, a cidade que apresenta índices mais preocupantes: quase metade da população está acima do peso (49%) e 15,9% são obesos, constatou a pesquisa.

O aumento de peso não está relacionado com a renda financeira do indivíduo, mas, sim, com o que ele come. Os hábitos alimentares influenciam na questão do peso, já que brasileiro tem optado por comer fora de casa, optando com freqüência pelas refeições rápidas, os fast foods.

A alimentação baseada em lanches como cachorro quente, sanduíche, cheese burger e outros, entretanto, traz prejuízos lentos e graduais ao corpo humano. Fernanda Guidi Colossi, nutricionista do Centro da Obesidade e Síndrome Metabólica do Hospital São Lucas da PUCRS, alerta que obesos tendem a ter cansaço e apnéia do sono, pois o acúmulo de gordura na faringe faz a pessoa roncar e ter pausas respiratórias enquanto dorme, isso pode levar ao aumento de pressão e também à possibilidade de derrame. Pedra na vesícula, assim como gordura no fígado, refluxo esófagico e tumores no intestino também são doenças relacionadas ao excesso do peso. Outro problema que obeso sofre com freqüência é a diminuição da auto-estima e até a depressão.

A especialista também orienta as pessoas que apresentam alguns quilos a mais a fazer uma dieta equilibrada, que consiste, sem dúvidas, no auxílio do profissional da área. “Para reverter o quadro de 80 mil pessoas mortas por ano em decorrência da obesidade, seria preciso intervenções precoces com orientação nutricional preventiva desde a infância, facilitando acesso ao tratamento para modificar curso da doença antes de já termos comorbidezes associadas, ou seja, A presença de doenças associadas à obesidade”.

Além disso, Fernanda alerta para a demora na procura de ajuda profissional, o que acontece somente depois da descoberta de doenças. “Normalmente as pessoas procuram o profissional de saúde após alguma doença instalada, não é habito uma busca com objetivo de prevenção. A busca vem após um infarto, alteração em exame laboratorial, peso desajustado, internação hospitalar, etc. O ideal seria que as pessoas buscassem saber como deveria ser sua alimentação para que não desenvolvessem problemas de saúde”.

Para diminuir o índice de obesidade é preciso recorrer a métodos saudáveis. “A prática de exercícios pode ajudar consideravelmente, mas o melhor é a associação entre atividade física e alimentação equilibrada, mas o exercício já diminui o risco”.

Como saber se a pessoa é obesa?

Para saber a respeito do índice corporal, basta realizar o IMC, ou seja, um método simples e amplamente difundido de se medir a gordura corporal. O IMC é calculado da seguinte forma: dividi-se o peso do indivíduo em quilos pelo quadrado de sua altura em metros. Segundo o valor do cálculo é estabelecido o seguinte padrão:

* IMC menor que 18.5 é abaixo do peso
* IMC entre 18.5 e 24.9 é normal
* IMC entre 25.0 e 29.9 é acima do peso
* IMC entre 30.0 e 39.9 é obeso/a
* IMC de 40.0 ou mais é severamente (ou morbidamente) ‘obeso(a)’

obesidade

Matéria presente no jornal Hipertexto – edição de julho

Participação no blog do zh zona sul

Posted in Atualidades por Morgana Gualdi Laux em julho 30, 2009
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Olá pessoal!
Bem, só para lembrar, estou participando também do blog do zh zona sul.
O endereço é http://www.zerohora.com/blogdozhzonasul

Acessa lá. Hoje, inclusive, o post é meu.
🙂

Retorno…

Posted in pessoal por Morgana Gualdi Laux em julho 29, 2009

Amanhã é o dia para ver como o meu gatinho está.

Não escondo, estou com saudades dele, mas estou com saudades de quando ele era carinhoso. Nós nos acostumamos com a presença dele, sentado na poltrona e abrir a portão e não vê-lo, realmente incomoda.

Mas vamos esperar para ver como ele retorna.

Por enquanto mais fotos do Pirata:

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