POR DENTRO DO CANIL DO BOE
Por dentro do canil do BOE
Instituição conta com 26 cães para auxiliar nas operações
Por Morgana Laux
Com 26 cães, seis farejadores de drogas e dois de explosivos, o canil do Batalhão de Operações Especiais (BOE) completou 45 anos auxiliando na segurança em todo o Estado. Fundado em 1964 por um soldado, o departamento iniciou suas atividades com cães de patrulha que realizavam a proteção do policial, a intervenção em estabelecimentos penais e abordagens em locais de difícil acesso. Ao longo dos anos, a estrutura e o treinamento foram se aprimorando e, atualmente, o setor, localizado na Rua Coronel Aparício Borges, 2001, apresenta cães de raças variadas de labradores, pastores do tipo alemão, branco, capa preta e malinua, além de rottweilers.
O canil, que trabalha com doações de filhotes, seleciona determinadas raças, pois já se conhece a habilidade destas para funções específicas. “O labrador tem mordida geneticamente mais fraca, suas células olfativas são mais aprimoradas, no entanto, em relação aos demais. Ele tem inteligência instintiva, mas não quer dizer que todos labradores são bons caçadores e também não quer dizer que outras raças não possam ser. Mas como a polícia tem pouco tempo, nós buscamos nessas raças (labrador, pastor e rotweiller) em que é mais fácil encontrar o cão para trabalhar”, informa o capitão Carlos Magno da Silva Vieira.
Depois da seleção, o treinamento com cão dura no mínimo um ano. Nesse período, ele deve se socializar com tudo e se acostumar com ruído de avião, de navio, com disparo de arma de fogo e, até mesmo, com silêncio, hoje raro, mas muito importante. O treinamento consiste em trabalho de base, de obediência às ordens de permanecer no local, andar ao lado da perna esquerda, obedecer ao comando de deita e também de fica.“O treinador forma todo o adestramento básico do cão, porém, os dois juntos, pode-se dizer, formam um binômio. É com o treinador que o cão deve aprender a atuar em qualquer terreno. O tato do cão, a capacidade de percepção entra no terreno, aonde ele está pisando”, comenta o capitão do BOE.
Durante o treinamento, se o cachorro não realiza de modo correto a função, ocorrem advertências verbais. O capitão explica que, para penalizar o cão, o máximo que se faz é um tranco, ou seja, puxar o colar enforcador do animal. “Nunca se bate em um cão. É como uma criança, se bater nela, tu despertas uma agressividade. Com o cão é a mesma coisa”, argumenta Carlos Magno.
A recompensa, no entanto, para os treinamentos corretos, é o carinho do treinador. Além disso, a ração faz parte dessa etapa. “A ração tem que ser top de linha com 23% no mínimo de proteína e com determinados componentes, que são protetores de articulação, porque os cães de polícia saltam muito. Para ter esses componentes a ração deve ser da linha Premium”.
Após cumprir suas atividades no BOE, por nove ou dez anos, geralmente o animal vai para a casa do treinador. Se não for possível, uma comissão é formada para analisar candidatos que, muitas vezes, são do próprio Batalhão. Quando morre algum cão, todos sentem muito com a perda. “É muito triste quando um deles morre, porque são como integrantes de uma família. Nós sentimos muito”, diz o capitão, abatido com a transferência de um dos animais ferido em operação para o hospital veterinário.
O canil, que já forneceu dois cães para atuar nos jogos Pan Americanos, no Rio de Janeiro, fazendo buscas a comitivas de americanos e israelenses, é destaque no Rio Grande do Sul com o curso de cão farejador de explosivos. O capitão destaca que o sucesso do trabalho se deve ao carinho do homem com o cão. “Nós temos de melhor o trabalho em conjunto, essa união entre homem e o animal. A gente está sempre junto deles. É um requisito gostar disso. Nós somos uma grande matilha”, comenta.






em Maio 26, 2009 em 9:49 pm
Tudo legal Morg, só falta mais grana, kkkk, legal este teu post, esses cachorros são bem inteligentes, talvez mais que algumas pessoas por aí, kkkk, um abraço!!!