Após dez tentativas Charles Kiefer vai comandar o espetáculo
Entrevista
Após dez tentativas Charles Kiefer vai comandar o espetáculo
O escritor, professor e jornalista foi escolhido o patrono da 54ª Feira do Livro de Porto Alegre
Morgana Gualdi Laux
Uma importante figura da literatura gaúcha, autor de livros como Valsa para Bruno Stein, O Escorpião da Sexta-feira e Caminhando na chuva, foi eleito o patrono da 54ª Feira do Livro de Porto Alegre, que vai ocorrer no período de 31 de outubro a 16 de novembro de 2008. Trata-se do escritor, professor e jornalista Charles Kiefer, 49 anos.
A personalidade concorreu ao lado de José Clemente Pozenato, Carlos Urbim, Jane Tutikian e Juremir Machado da Silva ao posto de patrono. A escolha dos cinco finalistas aconteceu mediante o posicionamento de 300 entidades culturais (livreiros, editores, distribuidores, vendedores, ou seja, não só pessoas envolvidas com a questão livro, mas também associados da câmara). Entretanto, Charles Kiefer criticou o modo como é organizada a primeira etapa. “É uma votação muito parecida com a dos Estados Unidos. Na verdade, é um voto colegiado. É democrático? É, porque representa uma boa parcela da sociedade que se envolve com a cultura e com o livro. É completamente democrático? Não, pois vocês ficaram de fora. O leitor ficou de fora, outras pessoas ficaram de fora”.
“Qual o problema de vocês votarem para patrono? Vocês não são competentes? São, se são leitores.” (Charles Kiefer referindo-se aos alunos que lhe escutavam durante a coletiva).
Em relação à segunda fase da eleição para patrono, o professor mencionou o fator idade como o mais importante para a escolha, pois se relaciona diretamente com experiência. Charles Kiefer votou em José Clemente Pozenato, o mais velho da turma e autor de livros como O Caso do Martelo (novela policial também adaptada para a televisão brasileira).
No plano cultural, o escritor adotou sua principal bandeira, até mesmo antes de adquirir a principal função da Feira do Livro. Defende a idéia de um sistema que facilite o preço do livro mais flexível no Brasil. Além disso, acredita que é preciso um investimento na educação brasileira. “A Unesco, em uma pesquisa realizada no Brasil, constatou que 76% da população é analfabeta funcional. Significa que lê e não entende o que leu. Logo, nós professores precisamos investir em interpretação e etc”.
Charles Kiefer também atua nesse plano cultural como professor de oficina literária, fornecendo aulas que tem por função transformar os alunos em bons leitores, assim como auxiliar a formação de autores contemporâneos. Entretanto, ele destaca que é preciso ir além dos pensamentos e das idéias, enfim as concretizando. “Texto é resultado de trabalho. Inspiração todo mundo tem, até cachorro. Boas idéias todo mundo tem, todo mundo é gênio em sua solidão. Essa coisa de passar da imaginação para o papel é o trabalho”.
O escritor, no passado, também já esteve relacionado com o panorama político, porém sempre investindo na cultura. Em 2001, ele levou a assembléia legislativa uma lei que se chama fundo de apoio a cultura, sancionada pelo governo Olívio Dutra no dia 19 de dezembro de 2001. A lei, existente em sete anos, nunca recebeu verbas de governo algum. Hoje, Charles Kiefer está se comprometendo com audiências para solucionar o problema do repasse das verbas para a feira do livro, pois será possível um terço das atrações serem cortadas devido a falta de fundos.
“Se até agora o dinheiro não saiu, acho que ele não sai. Isso é uma tragédia pra mim. Por conta de algumas corrupções está se punindo a comunidade inteira, eu acho que é uma solução absolutamente estúpida essa”.
Por Porto Alegre estar em época de eleições Charles Kiefer acredita que tanto José Fogaça como Maria do Rosário, os candidatos a prefeitura da capital, são importantes no plano cultural do Estado e iguais no quesito literatura.
Em relação as suas obras, Charles Kiefer é criticado com ênfase pelos jornalistas e também por uma parcela da sociedade voltada para os aspectos políticos existentes em nosso cenário. Quem faz gemer a terra, por exemplo, publicado no ano de 1991 originalmente, foi o retrato de um acontecimento ocorrido em agosto de 1990, quando um soldado da Brigada Militar foi morto por um golpe provocado por uma foice, durante o enfrentamento com representantes do Movimento dos Sem-Terra, na praça da Matriz, localizada em Porto Alegre. “Até há pouco tempo saiu no jornal JB uma matéria enorme: Charles kiefer cede as grades do planfetarismo. O que a pessoa ta querendo dizer com isso? Que eu sou um escritor muito político, muito realístico? Na verdade não é bem assim. Lógico que Quem faz gemer a terra é um livro altamente social, mas eu não faço apologia a nada. O MST fica brabo comigo porque eu não a faço a defesa dele, a direita fica braba comigo porque eu mostro o problema. Desagrada aos dois lados.”
O Escorpião da Sexta-Feira, lançado em 2002, trabalha a questão de um psicopata, hiper ciumento, que se apaixonada perdidamente por uma menina sem equilíbrio emocional, ao matá-la, utiliza os escorpiões. “Passei a estudar durante dois anos sobre escorpião. Encontrei nas areias quentes da Califórnia o Pandius Imperator com 22 cm, a maravilha das maravilhas para o meu objetivo. Altamente venenoso, mata em duas horas. Esse era o escorpião ideal, contei minha história em cima do Pandinus Imperator”.
Atualmente, Charles Kiefer, além de pertencer ao corpo docente da Pontifícia Universidade Católica e se apresentar como patrono da feira do livro, patrimônio de grande valor para a cultura gaúcha, organizou o livro 104 que contam.
O professor pode vangloriar-se pelo fato de ter sido responsável pela inserção de dois mil escritores no mercado. Além disso, por ter escrito obras capazes de transformá-lo em uma figura representativa da literatura no Estado. Seu dom artístico o levou a receber o prêmio Jabuti por três obras: O Pêndulo do Relógio, Um Outro Olhar e Antologia Pessoal. O prêmio Altamente Recomendável para Adolescentes, em 1986, foi decorrente do livro Você Viu Meu Pai Por Aí?, pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil.
Um dia no Olímpico
Apesar da temperatura nem um pouco agradável e o treino do Grêmio ser realizado com portões fechados, hoje, consegui obter algumas informações para o meu trabalho cientifico. Entrevistei o jogador Rafael Carioca e perguntei como ele observa a mídia gaúcha e se ela teve, de alguma forma, uma influência na decisão tomada pelo STJD após as severas punições.
O atleta respondeu com atenção as perguntas que lhes foram feitas. Em seguida coloco-as aqui.
Além disso, na coletiva estava presente o técnico Celso Roth. Ele comentou sobre a atuação do jogador Orteman, por exemplo, assim como mencionou sobre as dificuldades que o Grêmio pode encontrar contra o Sport, afinal a equipe jogará a Libertadores ano que vem, não é candidata ao título e também não tem chances de ser rabaixada. Foi citado o jogo entre Grêmio e Goiás, que o torcedor compareceu ao estádio para conferir o tricolor gaúcho como vencedor da partida, porém acabou se decepcionando. Esse é um fato que pode ser relacionado com o jogo de quinta-feira.
Espero colocar o mais breve possível as imagens e, até mesmo, os vídeos.
O Sul é uma civilização excluída do Brasil, seja pelos costumes, seja pelo futebol.
Não há como negar: o Sul é diferente e se destaca do resto do país por apresentar um povo único, com sua cultura própria e com estilo. Não é somente pelo churrasco, mas também por homens fortes e aguerridos determinados por lutar a qualquer momento. É um povo que ainda guarda consigo os hábitos de acordar cedo, tirar o leite da vaca e plantar, tudo com muito esforço. O Rio Grande do Sul parece mesmo ser uma civilização excluída do Brasil e no quesito futebol parece também não estar inserido no país, não há como negar.
Atualmente, um dos principais times do Estado está como líder do Campeonato Brasileiro, competição disputada por pontos corridos. O Grêmio apresenta 56 pontos, enquanto o segundo colocado, Palmeiras, tem 54. Mas, como eu me lembro daquele campeonato em que o Internacional acabou prejudicado e o Corinthians sagrou-se campeão, acho que tudo vai acabar em uma verdadeira palhaçada. O circo já foi montado, mas infelizmente quem está fazendo papel de palhaço são os jogadores do Grêmio, afinal nada mais ridículo do que cumprir a sua função e ser prejudicado intensificadamente.
Léo foi o jogador que recebeu cento e vinte dias de suspensão, pois revidou a agressão de Jorge Henrique (Botafogo). É preciso destacar que o atleta da outra equipe também foi penalizado. Entretanto, como avaliar a pena que Morales recebeu? Ele foi denunciado primeiramente no artigo 254 referente a jogada violenta e também no 258, ou seja, assumiu atitude contrária à disciplina ou à moral desportiva. As penas somadas resultaram em oito jogos. Já Réver não jogará três partidas, devido a um suposto empurrão no jogador Carlos Alberto.
Contudo, o mais ridículo, literalmente, dessa vergonhosa história é o caso do jogador Léo. Alguém conhece um atleta que foi punido severamente duas vezes, nos últimos tempos? São cento e vinte dias e mais oito jogos. Mas pra que isso? Qual foi o critério utilizado pelo órgão? Será mesmo, que todas as partidas são analisadas do mesmo modo ou é conforme a posição que o time se encontra na tabela? Enquanto isso, os times gaúchos vão tentando se destacar, pelo menos o quanto dá, ou enquanto o eixo Rio – São Paulo deixa.
Dicas de filmes!
Ensaio Sobre a Cegueira
Segunda-feira não pude deixar de comparecer no cinema para assistir a ‘Ensaio Sobre a Cegueira’. O filme em vários momentos é um tanto angustiante e coloca o telespectador, muitas vezes, em momentos para refletir. Não posso deixar de comentar também sobre as situações de instinto e de preconceito colocadas em destaque, afinal quando os invidivíduos ficam cegos, colocam em prática tudo aquilo que imaginam, sem pudores.
Diferentemente do que disse James Christopher, do jornal britânico The Times sobre o filme, acredito que ele não seja deprimente, mas que tenha algumas falhas. Concordo que a atuação de alguns atores deixou a desejar, principalmente, na minha opinião, da Alice Braga (atriz do filme ‘Eu Sou a Lenda’). Destaque para a atuação de Julianne Moore.
Grandes Debates
Assisti a ‘Grandes Debates’ porque sempre fui muito fã de Denzel Washington, o ator de ‘O Gangster’, ‘Deja Vu’ e ‘Dia de Treinamento’. ‘The Great Debaters’ do ano de 2007 não foi muito comentado pela crítica, talvez por tratar de questões raciais, preconceitos, escolas divididas entre negros e brancos. Entretanto, a obra acrescenta muito ao telespectador e motiva-o para que não seja produto de idéias racistas em pleno 2008. O filme também apresenta em seu elenco Forest Whitaker (‘O Último Rei da Escócia’) como pai de um dos meninos que é membro do grupo de debates, aluno do professor interpretado por Denzel.
O Grêmio é líder, mais uma vez!
Foi mais uma partida emocionante e como disse o técnico gremista, uma vitória perigosa. Richard Morales foi o autor do primeiro gol, logo no início da primeira etapa. Quem marcou o outro foi o querido Soares, já no final do segundo tempo.
O jogo foi um tanto emocionante, não faltaram comentários sobre as partidas que ocorriam paralelamente, ou seja, era o Palmeiras jogando contra o Figueirense, sustentando um empate que combinado com a vitória do Grêmio no estádio Olímpico, deixaria o tricolor gaúcho na liderança. E não deu outra, aconteceu tudo que o torcedor gremista sonhava, os jogadores do seu time demonstraram dedicação e o time paulista deixou a vitória escapar.
E que torcida tem o Grêmio, que alento nas arquibancadas, quantas vozes empurrando o time. Também não faltaram elogios aos torcedores que compareceram as 22:00 horas para assistir mais uma partida em plena quarta-feira. Logo após o jogo não havia cansaço, apenas o sonho de ser campeão estava estampado no sorriso dos gremistas. Eles gritavam, buzinavam e queriam mostrar para todos os times quem está dominando no Rio Grande do Sul e no Brasil.
Entretanto, deixando a torcida gremista de lado (embora a mídia muita a critique por seu posicionamento), não há porque não comentar sobre a atitude do jogador do Santos, que por sinal, muito desqualificada para um atleta. Porque articular gestos que remetem a idéia de que o tricolor está sendo beneficiado? É somente o eixo Rio-São Paulo que merece destaque no panorama futebolístico? Espero que Fabiano Eller seja julgado e muito bem punido por não respeitar o torcedor e, até mesmo, por prejudicar a sua equipe.
Parabéns Grêmio, parabéns torcedor!
Eu já havia comentado, mas…
Era preciso o Inter sair dos seus gramados, viajar e tomar uma goleada.Mas o pior de tudo foi a falha do seu experiente goleiro. E eu já havia comentado aqui sobre isso, no blog mesmo!
“A partida de ontem foi ganha, mas e a de amanhã? Até quando escalar Edinho? Até quando contar com um goleiro que tanto tem experiência mas comete erros primários?”
“Além disso, torcedores colorados não podem se esquecer das falhas de Clemer, do seu posicionamento errado e que por sorte, acabou não levando o gol…”
Clemer perde sua titularidade nesse momento. Lauro pode participar, entretanto ele não está inscrito na Copa Sul-Americana. E daqui a pouco tem Boca Juniors! E o Inter tem que tomar cuidado, já que ano que vem será um aniversário repleto de glórias para comemorar, ou não.
Essa tal convivência
Torna-se difícil conviver em um ambiente em que todas as pessoas agem por impulso, reflexo dos pensamentos imediatos. No trânsito, podemos observar discussões e situações constrangedoras para alguns indivíduos. Na escola ou na faculdade, e também no serviço, convivemos com colegas prontos para explodir, é como se fossem bombas-relógio. Entretanto, a má convivência é sempre imposta da pior maneira no lugar em que residimos.Afinal, é no espaço em que dormimos, transitamos, que se deve observar harmonia para concretizarmos as nossas idéias, ou seja, em nossa casa não podemos apresentar conflitos, pois é lá que articulamos pensamentos para serem colocados em prática na escola, na faculdade e no serviço.
Conviver com diversos seres humanos exige paciência, seja para compreender o outro que está ao nosso lado, seja também para entendermos os nossos limites. Contudo, em qualquer cenário isso se torna mera hipocrisia. Muitas vezes, os indivíduos apenas pensam no outro e no que ele está fazendo e no que está influenciando em sua vida. Em um condomínio, por exemplo, escutamos as vovós ligarem suas televisões no volume máximo à noite, e damos muita importância a esse fato. No entanto, não nos importamos quando fazemos barulho ou incomodamos aquele que apenas dorme quatro horas por dia. Mas a situação de puro conflito vai muito além disso, e, muitas vezes, torna-se irreversível qualquer ato. São crianças pulando dos brinquedos de dois metros, são homens barbudos praticando as melhores manobras de skate na garagem, é a recém pré-adolescente que acorda para a vida e quer demonstrar para todos a sua bela fase, seja aonde for.
Não obstante, não importa, não adianta tentar explicar para os indivíduos o quanto eles ultrapassam qualquer barreira colocada pelo cenário natural. Aqueles que são mais prejudicados, apenas tem duas opções: ficar quieto e refletir em pensamentos sobre o panorama ou rebelar-se, explodir e deixar até os mais fora de si constrangidos.
