Minha opinião: curso de jornalismo
Muito leio sobre o curso de jornalismo e sobre as críticas a não obrigatoriedade do diploma para exercer a profissão de jornalista. Ouço diversas opiniões: dos professores da faculdade na qual eu estudo, até do público, formador de opinião, claro, graças à mídia. Estou comentando a respeito disso, porque acabei de ler o blog de um jornalista e de ler também seu posicionamento sobre os estudos jornalísticos na universidade. Além disso, li os comentários, alguns divergentes, pois concordar com um jornalista renomado é mais fácil do que bater de frente. E divergente, porque no blog dos próprios internautas pode-se constatar um posicionamento diferente.
Antes de tudo, eu deixo claro que sou a favor de um diploma ou algo que declare que o indivíduo recebeu os conhecimentos próprios para exercer a profissão de jornalista. A faculdade, no meu ponto de vista (ponto de vista de uma estudante quase no terceiro semestre) fornece os conhecimentos de ética, ela não atribuí ao aluno a ética, mas lhe fornece o princípio, para, posteriormente, ele cumprir na profissão. Os professores são capazes, alguns, de transmitir também os melhores métodos para se realizar uma entrevista e também indicam quais são as melhores ferramentas para produzi-la. Parece pouco? Parece simples? Estudar jornalismo significa cumprir e produzir muito, mas muito, e dar conta de todos os trabalhos, pelo menos é desse modo aonde eu estudo.
No segundo semestre cursei dez disciplinas obrigatórias e uma eletiva. Sem dúvida alguma, posso dizer que cinco delas foram de suma importância para a ampliação do meu campo de conhecimento. No entanto, o restante deixou a desejar. Mas por quê? Na minha opinião, muitas das aulas são mal elaboradas e alguns professores não produzem aulas condizentes com o curso, ou seja, não atribuem aula com características para alunos de jornalismo ou, então, comunicadores sociais. Claro, antes que qualquer um comente, o jornalista deve saber de tudo, deve ter conhecimento de qualquer coisa, mas antes deve aprender o básico na universidade.
Sobre esse vasto conteúdo, também crítico o programa curricular da faculdade na qual estudo. É preciso cursar dez disciplinas diferentes? Estudei história do jornalismo e acredito que, no mínimo, quatro créditos deveriam compor a disciplina. O professor (de grande reconhecimento, diga-se de passagem) não pode aprofundar o conteúdo pela simples falta de tempo e os alunos queriam mais (acreditem!). Simultaneamente, eu realiza alguns trabalhos sem sentido para outras disciplinas, algumas besteiras, do tipo criar frases criativas (parece legal? Talvez até tenha sido, mas não para alguém cansado e sem ânimo para pensar no que agrada o professor ou coisa do tipo).
Então, acabei de relatar um pouco da minha faculdade, do meu curso e das críticas na qual eu apresento. Apesar de algumas sugestões, sei também que nada poderei mudar. Estou feliz na faculdade de jornalismo e não vou abandonar o curso. Acho de suma importância o conhecimento que recebemos em algumas disciplinas. Tenho em vista que cresci e aprendi. No entanto, se crítico o curso é para que melhorias ocorram, para que nós possamos nos orgulhar de sermos jornalistas diplomados, valha alguma coisa ou não o documento, pois o que sabemos vai além disso…
Tendências do Jornalismo
Tendências do Jornalismo (Editora Ufrgs, 141 páginas e R$ 11,00), livro de autoria de Francisco Rüdiger, professor titular da Faculdade de Comunicação da Pontifícia Universidade Católica, Mestre em Filosofia na Universidade Federal do Rio Grande do Sul e Doutor em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo, é um estudo da história do jornalismo no âmbito riograndense. Rüdiger destaca os principais veículos, organizando de maneira clara ao leitor uma cronologia, que apresenta desde a inserção do primeiro jornal no Rio Grande do Sul, até os dias de hoje, em que foram consolidadas a formação das atuais redes e monópolios de comunicação também no estado gaúcho.
A obra Tendências do Jornalismo contem uma apresentação, considerada breve e que relata aspectos fundamentais do campo da comunicação, abrangidos de modo profundo posteriormente na obra. Rüdiger rapidamente informa sobre os tipos de imprensa que o Rio Grande do Sul apresentou até o momento. No entanto, o autor, afirma que nem todas elas possibilitaram a formação do conceito de jornalismo, pois a prática social caracteriza-se como um componente do processo de formação da chamada opinião pública, sendo ela variável conforme o período estudado. Detalhe esse que leva o leitor ao desejo de saciar os conhecimentos a respeito do panorama sobre o jornalismo no Rio Grande do Sul.
Para iniciar a análise aprofundada sobre a prática da comunicação no estado, Rüdiger relaciona o elemento opinião com o surgimento do primeiro jornal gaúcho. O Diário de Porto Alegre, fundado em 1827 e patrocionado por Salvador José Macial, serviu como ferramenta do governo para responder a enfrentamentos, devido a um conjuntura política que o país estava vivenciado na época. Considerado o órgão oficial da administração provincial, o Diário de Porto Alegre não retratava os problemas da cidade ou como era a Capital. Assim como os outros, ele apresentava atos do governo ou de matérias de ordem geral. O Diário, então, se estabeleceu durante um clima de insatisfação local com a política imperial, relativa aos produtos de exportação da província (charque e couro).
A inserção do primeiro veículo períodico foi em consequência de enfrentamentos políticos. Contudo, a partir do desenvolvimento econômico, elemento considerável também, pois a sociedade gaúcha demostrava o aumento de capacidade em relação a administração, a política e a nível social, que, consequentemente, podemos relacionar também com a progressão de um público letrado, oito anos depois do surgimento da imprensa foram criados 32 jornais. Entre eles podemos mencionar: O Constitucional Rio-Grandense, Sentinela da Liberdade, O Noticiador, O Recompilador Liberal e o Mercantil do Rio Grande. Essa demanda de veículos, então, foi participante do contexto político ocorrido no momento.
As tipografias constítuiam pontos de reuniões de facções políticas. Sendo assim, prática jornalística em si, não caracterizava o período, pois os períodicos eram simples meios de difusão ideológica. A política relacionava-se com o ato do surgimento da tipografia, entrentato, o veículo servia como publicidade para ela própria. Durante a época Farroupilha (1835-1845), por exemplo, a imprensa dos farrapos, oficialista, se caracterizou por publicar os ator oficiais do governo farroupilha – a República Rio-Grandense do Piratini. A imprensa legalista, ou seja, combatente, apresentou dois grupos: o radical e o moderado. O líder na imprensa do grupo radical foi Claude Dubreuil. Até 1945, os jornais eram vendidos nas oficinas onde eram impressos. O conceito que os dominava era político-doutrinário. Os pasquins utilizavam linguagem pesada e ataques morais, o que resultava em atos de violência.
No segundo capítulo, denominado Jornalismo Político Partidário, há o relato sobre o surgimento desse segmento de jornalismo, que foi expressamente relacionado ao processo de transformação dos tipógrafos em cargos políticos, após a revolução. Partidos montaram empresas e lançavam períodicos. Sem dúvidas, nesse momento, ocorreu uma maior organização editoral. O jornalismo político partidário desenvolveu a concepção de que o papel dos jornais é essencialmente opinativo (página 37, Rüdiger, Tendências do Jornalismo). No entanto, jornalismo continuou sendo uma atividade precária, pois o fato do próprio sistema escravista, vigente até 1888, delimitava um público que na sua minoria era letrado. Outra razão para a instabilidade seria as publicações e a dependência em relação a assinaturas. Para complementar as informações, Tendências do Jornalismo apresenta um quadro comparativo com o ano e número de períodicos lançados, ou seja, um recurso fundamental para compreender a expansão da imprensa entre os anos de 1850 a 1930.
Ainda no segundo capítulo da obra, o pesquisador na área jornalística coloca a par os leitores sobre o papel da imprensa na questão servil. Ele exemplifica com A Voz do Escravo, folha pelotense, que refletiu sobre o movimento abolicionista. Fora isso, O Mercantil, em 1883, criou uma caixa libertadora, com a finalidade de arrecadar fundos para alforrias. Entretanto, vale ressaltar que o modelo de Jornalismo Político Partidário foi promovido pelo órgão do Partido Liberal, denominado A Reforma (que terminou como folha do partido federalista. Criado em 1869, o veículo circulou em Porto Alegre e apresentou-se ao público como uma folha doutrinária. Não obstante, outros títulos também tiveram suma importância no contexto rio-grandense até 1930. O Conservador, que teve sede na Capital, fundado em 1879 foi um deles, além do jornal A Federação, publicado pelo partido republicano. Contudo, foi A Federação que resumiu o modelo de jornalismo político partidário vigente no Rio Grande do Sul, afinal a folha mostrou-se importante no momento que funcionava de modo significante na articulação do movimento republicano da província. Ao mesmo tempo que cita os jornais de grande participação no Estado, Rüdiger aponta a política e violência marcadas no contexto histórico, pois os conflitos entre os veículos se davam em razão da participação política dos mesmos. A imprensa partidária, no entanto, chegou ao seu declínio, devido a mudanças na estrutura econômica da sociedade e a alteração na estrutura política, na qual, pode-se afirmar, o Estado Novo foi responsável. A crise econômica que ocorreu depois da primeira guerra mundial proporcionou aos jornais altos custos de produção. A estrutural social dos indivíduos também estava sendo alterada e, portanto, o jornalismo político-partidário não condizia com a ascensão das camadas médias. No terceiro capítulo da obra, o jornalismo literário independente no estado gaúcho ganha relevência. A respeito desse campo, o autor explica sobre as necessidades culturais da sociedade e da camada intelectual pertencente a ela. Um dos exemplos do início nessa área é a fundação do Partenon Literário, em 1869. É importante salientar que o período de apogeu do jornalismo literário remete-se ao ciclo entre 1880 e 1920. O Noticiador, que se apresentou como o primeiro jornal publicado no interior gaúcho e que prometia cumprir a função da discussão literária de assuntos do cotidiano para a época, foi um dos jornais de destaque.
O estágio de jornalismo literário, especializado na difusão de notícias e discussão de assunntos atuais para a época, desaparece cedendo lugar à tecnologia da máquina vapor, recurso esse que proporciona modernização ao parque gráfico da imprensa. No ano de 1920 houve a criação da ARI. Na seqüência surge uma nova concepção, o jornalismo informativo moderno representado pela fundação do Correio do Povo, no ano de 1895 por Caldas Júnior. O veículo se destacou por apresentar ao público neutralidade quanto aos assuntos polítcos. o sucess dele se realizou em detrimento da postura editorial exercida pelo proprietário e diretor de negócios do jornal. O modelo de concorrência do Correio, na época, foi o jornal O Diário de Notícias, lançado em 1925, que alcançou o posto de segundo maior do estado no ano de 1930. Ao ler a produção do professor de comunicação da PUCRS consideramos que a partir de 1930, o jornalismo empresarial, então, viu sua consolidação com a etapa de desenvolvimento econômico, ou seja, com o processo de industrialização.
No interior do estado, a situação, porém, foi diferente. O jornalismo sofreu a decadência por utilizar a política em sua estrutura, o que não condizia com as mudanças da sociedade no momento. Além de apresenta falta de sustenção econômica. A imprensa no interior, então, foi absorvida pela imprensa da Capital. No último capítulo, o rádio ganhou destaque, pois também foi explorado pelas grandes empresas como principal meio de informação. Destaque para a Rádio Sociedade Gaúcha e também para o Repórter Esso, que apareceu como um dos noticiários mais importantes. Sobre o telejornalismo, o primeiro na área foi Os Diáros Associados, fundando a TV Piratini (hoje TVE) no ano de 1959, na qual apresentava poucos atrativos na época, seja pelo excesso de fala, seja pobreza de imagens, decorrentes dos escassos recursos e tecnologia, por ser um meio novo. O panorama começou a mudar na década de 70 com feitos realizados pela TV Difusora.
Na segunda metade do século ocorreu a inserção da empresa RBS no estado. Consolidada hoje como a uma das maiores empresas do sul, a RBS teve seu responsável: Maurício Sirotsky, que foi sócio da Rádio Gaúcha e sócio-diretor da Zero Hora. A Rede Brasileira Sul de Comunicação desenvolveu novos métodos de gestão empresarial nos veículos pertencentes a ela, além de utilizar a tecnologia, enquanto a concorrência se prendia a ferramentas de sucesso das primeiras décadas. Consequentemente, essa concorrência se estagnou e ascedeu a monopolização atual do grupo. No ano de 1982, por exemplo, a Zero Hora bateu o Correio do Povo em relação as tiragens. O jornal roseo, como era chamado inicialmente o Correio do Povo, fechou em 1984 e reabriu no ano de 1986, sob o comando de uma nova direção. Para finalizar, muito do sucesso da RBS se deve a filiação a Rede Globo. Assumindo controle e inovação jornalística pelo telejornalismo, a RBS utilizou a propagação de notícias regionais, dando visibilidade e conhecimento da realidade do Estado. O grupo ainda realizou aquisições dentro e fora do estado, como podemos analisar com o Diário Catarinense, por exemplo.
Portanto, o livro Tendências do Jornalismo, do renomado professor Franscisco Rüdiger, é um estudo aprofundado sobre o jornalismo no Rio Grande do Sul. Ele pode ser empregado como fonte de pesquisa para eventuais trabalhos, mas também como ferramenta indispensável para se conhecer a prática social que se consolidou no estado. Estudantes de jornalismo devem saciar suas dúvidas com a obra e curiosos devem aprender com as muitas informações que o autor disponibiliza. Em suma, a produção de Rüdiger é capaz de relatar o panorama de forma eficaz ao leitor, levando então, conhecimento propriamente dito a respeito das transformações do jornalismo desde a época de inserção do Diário de Porto Alegre, até a consolidação do Grupo RBS.
Friooooo
Como muitos estão percebendo, o frio está tomando conta. Hoje, acordei as 6 horas da manhã e o jornal estava anunciando a temperatura de 3 graus. Que saudades daquele calorão, principalmente na hora de tomar banho.
Então para relembrar o quentinho do verão aí vão algumas fotos:





Estranhas buscas ou engraçadas
Uma vez eu publiquei as buscas realizadas no blog. Bizarras. Lá vai alguma delas:
filme desbravador (não seria desbravadores?)
origem do nome amélia,mulher de verdade (que safado!)
dissecção humana da barriga (medo!)
à procura de ouro filme (existe?)
o caminho para a felicidade will smth (existe 2? Nunca ouvi falar)
o que é resenhas (nossa!)
o que é resenhas? (nossa 2!)
te amo amor blog (existe isso?)
sandra hadich (quem é?)
corpo humano real e fascinante veias ( hm…)
retirar do jornal caderno chamada coluna (ahn?)
o que É resenhas ? ( feliz mesmo..)
amelinha vestidos (nova duda dreams? nova Lua?…)
figurinos de holly do filme p.s eu te amo (anotei todos…)
atores ja morreu (medo 2)
a imprensa influenciou no caso eloá (precisa visualizar algum blog?)
blog dia dos pais (vou criar um só para a data)
fotos de veleiros de verdade (como seria um de mentira?)
em que time joga santiago muñez atualmen (eu também queria saber…)
Poucas?!!?
30 mil visitas
É com orgulho que informo: o blog da morg contabiliza mais de 30 mil visitas!
É verdade que foram poucos os comentários: 186 aprovados, entretanto, a visualização do blog aumentou consideravelmente nos últimos tempos.
Obrigada a todos que leram e participaram de alguma forma.
Abraços
POR DENTRO DO CANIL DO BOE
Por dentro do canil do BOE
Instituição conta com 26 cães para auxiliar nas operações
Por Morgana Laux
Com 26 cães, seis farejadores de drogas e dois de explosivos, o canil do Batalhão de Operações Especiais (BOE) completou 45 anos auxiliando na segurança em todo o Estado. Fundado em 1964 por um soldado, o departamento iniciou suas atividades com cães de patrulha que realizavam a proteção do policial, a intervenção em estabelecimentos penais e abordagens em locais de difícil acesso. Ao longo dos anos, a estrutura e o treinamento foram se aprimorando e, atualmente, o setor, localizado na Rua Coronel Aparício Borges, 2001, apresenta cães de raças variadas de labradores, pastores do tipo alemão, branco, capa preta e malinua, além de rottweilers.
O canil, que trabalha com doações de filhotes, seleciona determinadas raças, pois já se conhece a habilidade destas para funções específicas. “O labrador tem mordida geneticamente mais fraca, suas células olfativas são mais aprimoradas, no entanto, em relação aos demais. Ele tem inteligência instintiva, mas não quer dizer que todos labradores são bons caçadores e também não quer dizer que outras raças não possam ser. Mas como a polícia tem pouco tempo, nós buscamos nessas raças (labrador, pastor e rotweiller) em que é mais fácil encontrar o cão para trabalhar”, informa o capitão Carlos Magno da Silva Vieira.
Depois da seleção, o treinamento com cão dura no mínimo um ano. Nesse período, ele deve se socializar com tudo e se acostumar com ruído de avião, de navio, com disparo de arma de fogo e, até mesmo, com silêncio, hoje raro, mas muito importante. O treinamento consiste em trabalho de base, de obediência às ordens de permanecer no local, andar ao lado da perna esquerda, obedecer ao comando de deita e também de fica.“O treinador forma todo o adestramento básico do cão, porém, os dois juntos, pode-se dizer, formam um binômio. É com o treinador que o cão deve aprender a atuar em qualquer terreno. O tato do cão, a capacidade de percepção entra no terreno, aonde ele está pisando”, comenta o capitão do BOE.
Durante o treinamento, se o cachorro não realiza de modo correto a função, ocorrem advertências verbais. O capitão explica que, para penalizar o cão, o máximo que se faz é um tranco, ou seja, puxar o colar enforcador do animal. “Nunca se bate em um cão. É como uma criança, se bater nela, tu despertas uma agressividade. Com o cão é a mesma coisa”, argumenta Carlos Magno.
A recompensa, no entanto, para os treinamentos corretos, é o carinho do treinador. Além disso, a ração faz parte dessa etapa. “A ração tem que ser top de linha com 23% no mínimo de proteína e com determinados componentes, que são protetores de articulação, porque os cães de polícia saltam muito. Para ter esses componentes a ração deve ser da linha Premium”.
Após cumprir suas atividades no BOE, por nove ou dez anos, geralmente o animal vai para a casa do treinador. Se não for possível, uma comissão é formada para analisar candidatos que, muitas vezes, são do próprio Batalhão. Quando morre algum cão, todos sentem muito com a perda. “É muito triste quando um deles morre, porque são como integrantes de uma família. Nós sentimos muito”, diz o capitão, abatido com a transferência de um dos animais ferido em operação para o hospital veterinário.
O canil, que já forneceu dois cães para atuar nos jogos Pan Americanos, no Rio de Janeiro, fazendo buscas a comitivas de americanos e israelenses, é destaque no Rio Grande do Sul com o curso de cão farejador de explosivos. O capitão destaca que o sucesso do trabalho se deve ao carinho do homem com o cão. “Nós temos de melhor o trabalho em conjunto, essa união entre homem e o animal. A gente está sempre junto deles. É um requisito gostar disso. Nós somos uma grande matilha”, comenta.






Alunos têm rotina cansativa por pegar dois ônibus
Muitos dos jovens que estudam na PUCRS enfrentam dificuldades para pegar ônibus e se locomover até a faculdade. A questão do tempo e do dinheiro pesa para muitos. Entretanto, alguns ainda enfrentam a batalha diária de pegar dois transportes na ida e na volta. Esse é o caso dos estudantes que moram na Zona Sul de Porto Alegre. A linha T4, a qual passa pela Universidade, tem o seu destino final em frente ao Tumelero, precisamente na rua Icaraí, no bairro. Sendo assim, estudantes que moram nos bairros Tristeza, Vila Assunção, Vila Assunção e Ipanema, devem se deslocar, por meio de outro ônibus, para a parada mais próxima do T4, a fim de chegar na PUCRS.
Ezequiel Macpithenson Bitencourt, aluno do 2º semestre de Publicidade e Propaganda, se diz cansado da rotina de pegar dois ônibus para se locomover até a PUCRS.
- Cansa descer de um ônibus e pegar outro. O lance da passagem também incomoda. Se houvesse apenas uma linha, sobraria mais dinheiro para poder realizar outras atividades.
Entretanto, Ezequiel nunca pensou em cobrar do DCE ou da EPTC alguma atitude. Ana Carolina Fleischmann, estudante também de Publicidade e Propaganda, porém do 1º semestre, também não cogitou a ideia de reclamar para alguma instituição a situação que vivencia:
- Utilizo dois ônibus para voltar da PUCRS. O pior de tudo é que o t4, como passa na perimetral, sempre está cheio. Antes eu economizava com o dinheiro, no colégio eu não precisava pegar dois ônibus.
Outros estudantes já pensaram na possibilidade de reivindicar do DCE alguma melhoria na questão dos ônibus, porém acreditam que sozinhos não teriam voz ativa:
- Me incomoda o fato de gastar 40 minutos ou mais em um ônibus, sendo que de carro eu poderia gastar 10 minutos ou 15, no máximo. Já pensei em cobrar do DCE, mas sozinha acho que não ganharia muita atenção. Comenta a estudante Bruna Lima, de Relações Públicas, do 3º semestre.
Para Bárbara Bustai, do curso de Jornalismo, 1º semestre, o tempo é o fator que mais lhe incomoda:
- Acordo muito cedo. Às 6 horas da manhã. Gasto 1 hora e 10 minutos para chegar à faculdade. Se houvesse uma linha direta para a PUCRS seria muito bom.
Para muitos desses estudantes a implantação de um ônibus direto de seus bairros para a PUCRS significaria redução de custos, assim como redução de tempo. Atualmente, nos bairros da Zona Sul já é possível se deslocar para o campus de Viamão da UFRGS com apenas um ônibus, devido a criação da linha Belém Velho/Cristal.
Futebol e mulheres
A participação da mulher no panorama futebolístico está crescendo, talvez pela representação das meninas nas Olimpíadas recentemente. Apesar do resultado não esperado pelos brasileiros, o esporte está sendo alvo de muitos comentários.
Dentro dos gramados contamos com Marta, a eleita melhor do mundo pela Fifa em 2006 e 2007, Cristiane que, atualmente, joga na equipe feminina do Corinthians e Daniela Alves que iniciou sua carreira profissional aos 13 anos e hoje joga no Mato Grosso do Sul/SAAD.
No cenário mundial, o Brasil, no entanto, apesar de contar com essas grandes jogadoras, está em 4º lugar no quadro de medalhas da Copa do Mundo (realizada pela primeira vez somente em 1991). Os três primeiro lugares são seguidos, respectivamente, por: Alemanha, Estados Unidos e Noruega.
A grande participação feminina dentro dos gramados na Europa pode ser atribuída a uma cultura que incentiva a inserção da mulher no esporte, seja praticando-o, seja torcendo.No continente, por exemplo, o público feminino é responsável por uma movimentação superior a 4 milhões de euros por jogo da Eurocopa. Nessa constatação são incluídos os itens relacionados a partida, mas também produtos licenciados, além das refeições, acomodações e transportes.
Já aqui no Brasil a situação é diferente dos demais países. Na nação em que o futebol se tornou mais do que um esporte e sim uma atividade a ser observada nos domingos e a ser acompanhada nos jornais durante os outros dias da semana, a mulher não tem tanta participação, pelo menos o quanto gostaria. Os estádios são preenchidos por figuras femininas quando são realizadas promoções como, por exemplo, a do Dia Internacional da Mulher.
O quadro social do Grêmio é composto por 10% de mulheres e o do Inter fica em proporção de 14%. Há também como destaque o Núcleo de Mulheres Gremistas que conta com cerca de 80 participantes para a realização de excursões para apoiar o time onde ele estiver. O Inter conta com o Espaço Mulher Colorada, com cerca de 40 torcedoras.
Esses dados não tão expressivos revelam o quanto o esporte precisa ser divulgado entre o público feminino, ou as meninas terão que continuar a expor cartazes com os dizeres: “Brasil, precisamos de apoio”, logo em cerimônias como a da premiação da Copa do Mundo de Futebol Feminino (2007).
** Meu primeiro texto publicado em jornal impresso (2008). A primeira experiência tem espaço garantido aqui no blog.
Glossário de Jornalismo – Por Maria Rosane Ribeiro – Colaboração: Maria Cláudia Oliveira
Ano passado, com muitas dúvidas, no primeiro semestre de jornalismo, resolvi procurar os termos tão dificies que me deparava. Depois de encontrado um ótimo arquivo, coloco a disposição de vocês:
A
Abrir Foto – Ampliar o tamanho da foto na página. Este artifício é usado para valorizar uma foto de qualidade ou cobrir espaço quando o texto é pequeno.
Articulista – Pessoa que escreve artigos para jornais e revistas.
Artigo – Texto opinativo assinado. De responsabilidade exclusiva do autor, pode expressar opiniões diferentes das emitidas pela publicação.
Aspas – Declaração inserida em uma matéria. Atenção: a expressão: Preciso de umas aspas refere-se à necessidade de se inserir um personagem no texto.
B
Baixar – Mandar uma página para as oficinas do jornal. Aí termina o trabalho editorial e começa a parte industrial do processo.
Bigode – Fio de um ponto tipográfico que serve para marcar uma separação visual entre textos e/ou ilustrações. Sua característica é não ocupar toda a medida do material que ele separa. É centralizado nela de forma a deixar margens brancas de igual extensão nos dois lados.
Barriga – Matéria com informações falsas ou erradas.
Box – Recurso editorial que se reveste de forma gráfica própria. Um texto que aparece na página entre fios, sempre em associação íntima com outro texto, mais longo. Pode ser uma biografia, um diálogo, uma nota da redação, um comentário, um aspecto pitoresco da notícia.
“Briefing” – Significa informe. Em jornalismo, pode ser usado em dois sentidos: instruções sobre a execução de uma tarefa ou resumo de informações sobre qualquer evento que uma fonte dá aos jornalistas, quase sempre oralmente.
Buraco – Fato que ocorre quando os textos e fotos ou ilustrações não são suficientes para preencher um espaço previsto. O editor tem como opção aumentar o corpo (tamanho da letra) do texto, aumentar a foto ou a ilustração.
C
Cabeça – Marca no alto da página usada para definir a Editoria responsável pelo trabalho. Em alguns jornais, como no Correio Braziliense, é usada para definir o tema da página.
Cabeçalho – Informações gerais e obrigatórias sobre a publicação. Inclui número da página, título e data da publicação.
Caderno – Conjunto impresso formado por no mínimo quatro páginas. Veja também suplemento e macarrão.
Calhau – Anúncio do próprio jornal usado para cobrir espaço não utilizado na página. O calhau é muito usado para substituir anúncios que ‘caíram’, quase nunca para substituir matérias.
Cartola – O mesmo que retranca ou chapéu. Uma ou mais palavras usadas para definir o assunto da matéria. É usada sobre o título do texto.
Chamada – Pequeno texto usado na primeira página para chamar a atenção do leitor para determinado material.
Chapa – Material metálico como matriz usado para imprimir o jornal. É coberto por uma película fotossensível queimada com a ajuda de um fotolito, revelada e instalada nas rotativas. Sobre ela se aplica tinta para a impressão. Usa-se uma chapa para cada uma das cores básica – Cyan, Magenta, Amarelo e Preto.
Chapéu – É uma palavra, nome ou expressão, sempre sublinhada, usada acima do título e em corpo pequeno, para caracterizar o assunto ou personagem da notícia.
Chefe de reportagem – Profissional que coordena os repórteres, determinando o que estes devem fazer. Nos organogramas das redações esse cargo vem sendo substituído pelo editor-assistente, que é responsável pela produção das reportagens.
Clichê – O mesmo que edição. Termo herdado dos primórdios do jornalismo. Para cada página de jornal era usado um clichê, um suporte metálico onde eram dispostos os tipos metálicos manualmente, formando frases e colunas. Antes da difusão do rádio e da televisão, os jornais tiravam várias edições atualizando o material publicado. Hoje, costuma-se fazer um segundo ou terceiro clichê para atualizar matérias importantes depois do horário de fechamento do jornal.
Clipping – Serviço de levantamento, coleção e fornecimento de recortes de jornais e revistas ou cópias de emissões de televisão ou rádio. O clipping pode ser restrito aos interesses imediatos da empresa ou mais amplo. Em geral, é feito por empresas especializadas.
Cobertura – Atividade do repórter ou equipe de reportagem no local de um acontecimento.
Coluna – Seção de jornal ou revista, assinada ou não, tratando de temas ligados à editoria ou seção. Podemos encontrar colunas nas seções ou editoriais de política, economia, artes, agricultura, esportes, etc. Muitas vezes, uma nota numa coluna de prestígio repercute mais do que uma reportagem no mesmo veículo.
Colunista – O responsável pela coluna.
Copydesk ou copidesque – Termo importado dos Estados Unidos por Pompeu de Souza durante a reforma do Diário Carioca. Na época poucos repórteres escreviam a matéria. Eles chegavam e ditavam o texto para o editor. Pompeu obrigou-os a escrever. Para transformar o texto incompreensível dos repórteres em algo legível existia uma Mesa de Textos (Copy Desk em inglês) com os melhores redatores do Diário Carioca. O termo incorporou-se à linguagem jornalística como sinônimo de redator. E já não existe quase mais. O repórter hoje e quem revisa seus textos…
Copyright – São os direitos reservados ao autor de uma obra ou a quem comprou os direitos do autor. As fotos também têm seus direitos reservados.
Crédito – Assinatura usada em foto ou para marcar material produzido por agência ou outra publicação.
Crônica – Não há compromisso necessariamente com temas da atualidade, como os artigos de opinião; o estilo é geralmente livre (literário) e isento de regras de estilo jornalístico, o tema é de livre escolha do autor, que assina sua produção.
Cruzar informação – Significa confrontar informação originária de determinada fonte com uma fonte independente. Assim, cruzar com uma fonte significa possuir duas origens para uma informação. Cruzar com duas fontes, três. Qualquer informação de cuja veracidade não se tenha certeza deve ser cruzada.
D
Deadline – Último prazo para que uma edição seja fechada ou que uma reportagem seja concluída. Declaração – Texto ou opinião oficial expressa verbalmente por entrevistado.
Dedo-duro – Referência colocada em uma matéria para remetê-la para outro assunto em página diversa. Também conhecida como Leia mais.
Derrubar a reportagem – Termo usado para expressar que uma reportagem não vai ser publicada. Geralmente ocorre quando o repórter percebe que não vai conseguir apurar as informações, quando uma entrevista é cancelada ou ainda quando o editor desiste de abordar o assunto, ou quando entra um anúncio.
Diagramação – Adequação dos textos, desenhos, gráficos e fotos numa página, de acordo com os padrões visuais da publicação.
E
Editar – Preparar matéria para ser impressa ou emitida, nos padrões do veículo.
Editor – É o jornalista que chefia um grupo de jornalistas que compõem uma Editoria .
Editor-chefe – É o jornalista que chefia a Redação do jornal.
Editoria – Seção especializada em determinado setor (esporte, polícia, arte, meio ambiente etc.)
Editorial – Texto com a opinião da publicação. Não vem assinado e geralmente, localiza-se diariamente na 2ª ou 3ª página do jornal.
Enquete – Pequenas entrevistas para levantar a opinião da comunidade.
Enxugar – Resumir um texto. Cada vez mais as publicações exigem que os textos sejam mais concisos, que não desencoraje a leitura. Às vezes também é preciso enxugar para caber na página diagramada.
Espelho – É a previsão do que vai ser publicado em uma página com a inclusão dos anúncios. Não confundir com diagrama. O espelho é feito pelo departamento comercial da editora conforme a previsão do número de páginas pela redação.
Estouro – Ocorre quando um texto é maior que o espaço reservado. O editor normalmente suprime dos textos as últimas linhas ou últimos parágrafos quando ocorre um estouro.
Expediente – Quadro com os dados gerais da publicação. Consta obrigatoriamente a relação de diretores e editores-chefes e endereços.
F
Fato – Entre um fato e uma declaração prefira o primeiro. Descrever um fato com correção e inteligência exige sensibilidade, informação sobre o assunto e conhecimento do idioma. Veja exatidão; importância da notícia; notícia.
Feature – Gênero jornalístico que vai além do caráter factual e imediato da notícia. Opõe-se a “hard news”, que é o relato objetivo de fatos relevantes para a vida política, econômica e cotidiana. Um “feature” aprofunda o assunto e busca uma dimensão mais atemporal. Define-se pela forma, não pelo assunto tratado. Pode ser um perfil, uma história de interesse humano, uma entrevista.
Fechamento – Etapa do processo de edição em que os trabalhos são encerrados. Depois do fechamento não há mais revisão do texto e a edição é enviada para a gráfica.
Fio – Linha usada para dividir textos ou matérias. Também usada para realçar fotos.
Foca – Jornalista iniciante.
Follow- up – Lembrete ou reforço de pauta, por telefone ou contato pessoal.
Fonte – Pessoa que dá origem a uma informação ao veículo, por iniciativa própria ou por solicitação do jornalista.
Fotografia – Recurso essencial do jornalismo contemporâneo. Uma boa foto pode ser mais expressiva e memorável que uma excelente reportagem. No jornalismo, o valor informativo é mais importante que a qualidade técnica de uma foto. São qualidades essenciais do fotojornalismo o ineditismo, o impacto, a originalidade e a plasticidade.
Foto-jornalismo – A fotografia jornalística fixa um acontecimento e as suas impressões. O fotógrafo é o relator, o documentador visual entre a notícia e o público. A imagem nesse caso é o certificado de presença é a prova ao leitor que o jornal estava presente na notícia.
Foto-legenda – Pequena matéria, de no máximo 20 linhas, usada para explicar ou destacar foto.
Fotolito – Filme gráfico negativo usado para queimar a chapa.
Furo – Matéria jornalística exclusiva de grande repercussão.
G
Ganhar na foto – Diminuir a foto na altura ou largura de maneira a ganhar mais texto. O corte não é proporcional.
Gancho – Pretexto que gera a oportunidade de um trabalho jornalístico. Quanto mais pretextos há para a produção de uma investigação jornalística mais oportuna ela é. Quanto mais “ganchos” estiverem por trás de uma edição mais “quente” ela é. Um fato que se ligue, que dê margem a outro, que sirva de ponte, de gancho, enfim, para a notícia …
I
Iceberg – Texto que começa na primeira página e prossegue em páginas internas.
Ilustração – Desenho ou composição gráfica feita à mão para ilustrar determinadas notícias, crônicas ou charges, na ausência de fotografias.
Indicadores – Lista de dados do mercado financeiro em forma de tabela.
Intertítulo – Pequenos títulos colocados no meio do texto. Esse artifício é usado para tornar o texto menos denso. Há publicações que preferem destacar frases retiradas do texto para colocar nos intertítulos.
Infográfico – Artifício gráfico que envolve imagem e pequenas informações de texto que se complementam.
Informe publicitário – Anúncio pago com aspecto jornalístico ou reprodução paga de artigo ou reportagem.
J
Jabaculê ou jabá – Dinheiro ou presente ao jornalista.
Janela – É quando se coloca uma foto menor dentro de uma foto maior para destacar detalhes. Um exemplo é quando se coloca uma grande foto de um incêndio e no detalhe (janela) aparece uma foto do aparelho que causou o incêndio. Esse recurso está em desuso nas publicações modernas.
Jornalismo analítico/opinativo – Os fatos contemporâneos cada vez mais exigem a análise do noticiário. A análise dá ao leitor a oportunidade de se aprofundar nos eventos, questões ou tendências. A análise do noticiário não deve ser confundida com a opinião ou o comentário, que devem estar circunscritos às colunas e aos artigos.
Jornalismo crítico – O jornal não existe para adoçar a realidade, mas para mostrá-la de um ponto de vista crítico. Mesmo sem opinar, sempre é possível noticiar de forma crítica. Compare fatos, estabeleça analogias, identifique atitudes contraditórias e veicule diferentes versões sobre o mesmo acontecimento.
Jornalismo de serviço – Explora temas que tenham utilidade concreta e imediata para a vida do leitor. O jornalismo de serviço torna o jornal um artigo de primeira necessidade e garante seu lugar no mercado.
Jornalismo especializado – A função do jornal impresso mudou com o crescimento dos meios eletrônicos de comunicação (rádio, TV). O leitor busca no jornal impresso, abordagens mais profundas e informações mais sofisticadas, o que requer do jornalista domínio cada vez maior dos assuntos sobre os quais escreve. Só assim o jornalista pode tornar a informação técnica acessível ao leitor comum.
L
Lead ou Lide – Abertura de matéria tradicional. Precisa responder às seguintes perguntas: Quem, quando, onde, porque e de que maneira.
Legenda – Linha de texto colocada sob a foto. Artifício adicional para destacar o tema da matéria.
Lidão – Texto de até 60 linhas usado em reportagens para coordenar matérias diversas sobre um mesmo tema.
Linha de tempo – Dados dispostos em ordem cronológica com fotos e ilustrações. Podem ser colocados na página vertical ou horizontalmente.
Logotipo – É o nome do jornal com as letras em corpo, forma e desenho escolhido pela empresa jornalística.
M
Macarrão – Palavra usada para designar uma folha solta de papel-jornal, em tamanho padrão, inserida entre as páginas de uma edição. O “macarrão” pode ser previamente programado pelo setor industrial do jornal como pode também ser utilizado para aumentar ou diminuir o número de páginas de uma edição.
Mailing – Listagem de nomes e endereços.
Manchete – É o título principal que indica a notícia mais importante do jornal. Existe a manchete principal do jornal (na primeira página) assim como a manchete de cada caderno, seção ou página. Onde encontrar: a manchete é sempre aquela que vier graficamente com maior destaque, ou que tiver letras mais carregadas na tinta.
Matéria – Texto preparado jornalisticamente.
Matéria de gaveta – Aquela matéria que espera a ocasião oportuna para ser publicada.
Matéria Fria – Matéria que independe de sua atualidade para ser publicada.
Memória – Texto preparado jornalisticamente lembrando antecedentes do fato.
Mídia eletrônica – Rádio, TV e Internet.
Mídia impressa – Jornal e revista.
N
Nariz-de-cera – Introdução vaga, sem necessidade, de uma matéria.
Normas de redação – Conjunto de regras usadas para padronizar a produção de textos, títulos e legendas.
Notícia – Registro dos fatos, de informações de interesse jornalístico, sem comentários. Fatores objetivos determinam a publicação de uma notícia: o caráter inédito; o impacto que exerce sobre as pessoas e sobre sua vida; a curiosidade que desperta; a imprevisibilidade e improbalidade do fato.
Nota oficial – Documento impresso com a opinião de uma determinada fonte.
Nota ou balaio – Texto curto usado em colunas. Pequeno texto referente a um assunto que irá acontecer e responde a três questões básicas para compreensão: que, quem, quando.
Numeralha – Box que destaca dados numéricos em uma matéria determinada.
O
Off – Declaração dada sob compromisso de não revelar a fonte.
Olho – Frase destacada sob o título ou no conjunto da página.
On – Declaração sem impedimento de revelar a fonte.
P
Pauta – É uma ordem de serviço transmitida pelos chefes de reportagem. A pauta normalmente indica a pessoa que deve ser entrevistada, local, horário e até mesmo o tamanho da reportagem que deve ser produzida. A pauta também deve indicar os temas principais que devem ser abordados no texto.
Nos jornais, a pauta é feita através de reuniões de pauta, onde editor, redator-chefe e repórter sugerem pautas para que matérias sejam produzidas.
Pauta furada – Informação falsa.
Pé da matéria – É o final do texto. Todo repórter deve ter em mente que se o texto for reduzido, as últimas linhas serão eliminadas.
Cortar pelo pé significa retirar os últimos parágrafos sem se preocupar com a qualidade da informação contida no texto.
Perguntas e respostas – Matéria disposta sob a forma de um questionário. Serve para explicar aspectos do tema.
Perna – Sinônimo de coluna. “Descer em duas pernas”, matéria em duas colunas.
Personagem – Texto para mostrar quem é o ator principal da matéria.
Pescoção – Trabalhar durante a noite e a madrugada para antecipar material de fim de semana.
Pingue – pongue – Matéria em forma de perguntas e respostas.
Plantar – Publicar informação com outro objetivo que não de informar. Geralmente atende a lobby ou a interesses pessoais.
Povo Fala – Enquete com populares sobre determinado assunto (veja enquete)
Press release – Informação preparada pela assessoria de imprensa e encaminhada aos veículos.
Propaganda – Todo jornal sobrevive graças à propaganda. Inerente aos diferentes cadernos do jornal ou em encartes, ilustrada ou fotografada, ela também constitui um elemento de leitura do nosso cotidiano imprescindível para o leitor se localizar e informar a respeito das ofertas do mercado.
Projeto Gráfico – Padronização usada pela publicação para dispor uniformemente matérias, fotografias e adereços gráficos.
Q
Quadro – Box para explicar determinada informação da matéria
R
Rafe – Aportuguesamento da palavra inglesa rough. É o “boneco” de um projeto gráfico.
Reco – Matéria recomendada pelos superiores.
Redator – Jornalista especializado em rever o texto do repórter e em preparar títulos e legendas. Na nova concepção de jornalismo, o profissional não se especializa mais em uma determinada área da produção de texto e edição.
Release – Matéria preparada por assessoria de Imprensa.
Repercutir – Prosseguir num assunto do próprio jornal ou de outro. Veja suíte.
Reportagem – Matéria com grande centimetragem, cobrindo integralmente determinado assunto.
Retranca – Palavra que identifica um texto. “Samba” pode ser uma retranca que identifica um texto sobre as escolas de samba. O ideal é que a retranca tenha uma só palavra.
S
Seção – Sinônimo de editoria ou coluna de opinião ou nota.
Selo – Recurso gráfico que marca uma reportagem uma série de reportagens. É muito comum seu uso em série de reportagens. Normalmente é composto por uma pequena expressão e um desenho que se repete. Por exemplo: “Crise no INSS” pode ser acompanhado de um desenho de uma maca. Todo texto que se refira ao assunto é acompanhado desse selo.
Serviço – Pequeno texto usado no pé da matéria contendo endereço, página web ou telefone de algo citado na matéria.
Side – Termo usado para designar um outro lado da reportagem. São assuntos paralelos que se publicam nos sides. Um texto sobre um jogo de futebol pode trazer um side com o jogador que teve o melhor desempenho na partida.
Standard – Tamanho padrão dos jornais. Mede 54 x 33,5 cm. O único caso no Brasil de jornal que conseguiu sucesso sem ser standard é o Zero Hora, de Porto Alegre, publicado em tamanho tablóide. O tamanho tablóide é a metade do standard.
Stand by – Textos que podem ser publicados em qualquer época. Também são conhecidos como textos de “gaveta”. Um texto que mostre os planos da empresa IBM para o Brasil, por exemplo, pode ser publicado em qualquer época (claro que sem exagero. Esse texto não pode ser publicado um ano depois de ser escrito, mas pode muito bem ser publicado duas semanas depois de ter sido escrito).
Sub – Matéria coordenada com a principal da página; título informal usado pelo sub-editor.
Sub-lead – Parágrafo colado ao lead da matéria.
Suíte – Do francês suite, isto é, série, sequência. Em jornalismo, designa a reportagem que explora os desdobramentos de um fato que foi notícia na edição anterior.Também se usa o verbo suitar no sentido de repercutir.
Suplemento – Caderno adicional ao material principal do jornal.
Sutiã – Pequena linha de texto usada sobre ou logo abaixo do título para destacar informações da matéria. Ver linha fina.
T
Tabela – Gráficos numéricos dispostos ordenadamente.
Tablóide – Formato de jornal igual à metade da página do jornal standard.
Template – Modelo de página, dentro do projeto gráfico, que serve para iniciar o processo de diagramação.
Texto final – É o que vai ser publicado. Com a extinção do cargo do copidesque nos jornais, todo repórter deve ter um texto final. O que ele escreve é o que vai ser publicado.
Tijolinho – Informação contida em roteiros.
Título – Frase usada no alto da matéria para chamar a atenção do leitor (veja manchete).
Toques – Número limite de letras, espaços em branco e sinais ortográficos capazes de caber numa linha de título, legenda, sutiã ou olho.
Tripa – Coluna imprensada por anúncio ou anúncios de grande tamanho.
Trocar figurinha – Trocar informações com colegas do próprio jornal ou de jornais concorrentes.
V
Vazado – Texto claro colocado sobre fundo escuro.
Vazamento – Informação que escapa ao controle da fonte responsável pelo seu sigilo e chega aos meios de comunicação. Às vezes, é do interesse da fonte “vazar” a informação.
Vender a pauta – Sugerir determinado tema ao editor.
Video-release – Release em fita para a tevê.
Revista gráfica
Criada por Oswaldo Miranda, a Gráfica foi publicada no Brasil desde o ano de 1983, mas apresentava caráter internacional. A revista tem origens no suplemento cultural quinzenal O Raposa, que circulou como encarte no jornal Diário do Paraná. No espaço, ilustradores, cartunistas, escritores e poetas expunham suas idéias e divulgavam seus trabalhos com humor e descontração. Quando publica o seu primeiro número, a Grafica surge em forma de catálogo, para documentar trabalhos presentes em amostras.
Miranda buscou a inovação e o padrão internacional tanto na pauta como no projeto gráfico, esse que tem como principio valorizar os trabalhos publicados na revista. O layout, segundo o criador, tem toque de elegância, de forma discreta. Miranda também gosta de brincar com espaços em branco, de “estourar determinada foto”, mas não exagerando.
Sem dúvidas, a revista é uma das principais publicações de design gráfico do Brasil. A capa de cada uma das publicações da Gráfica caracteriza suas edições como pertecentes a uma série e ao mesmo tempo remete a singularidade de cada exemplar. A identificação se dá também pelo nome da revista e como ele é apresentado. O design da revista é marcante no campo brasileiro, pois há uma relação entre elementos textuais e não textuais destacando a organização da tipografia no espaço visual. A personalidade da publicação é construida a partir de uma determinada ordenação tipográfica, juntamente a demais componentes do projeto. O título, a introdução, a fotografia, assim como os créditos, mas também os textos são elementos chaves na estrutura e planejamento.
Entretanto, o design gráfico da revista inicial foi recebendo modificações, ajustes, atualização ao longo do tempo, sem que sua essência e identidade se perdessem, a sensibilidade em relação à tipografia.Além disso, o logotipo da publicação apresenta caráter mutável nos primeiros 28 números, com variações na forma tipográfica, posição no campo gráfico e escala, composto em Garamond, Helvética, Futura ou uma fonte caligráfica traçada pelo próprio designer, entre outras.
No primeiro momento, a estrutura da Gráfica foi definida em duas colunas por página, que, sendo assim, percorre todo o design gráfico da revista.Nos primeiros números, o corpo de texto é composto em Garamond normal, caixa baixa, justificado, espaçamentos entre letras e palavras, entrelinhas, relação entre corpo e comprimento de linha, favorecendo legibilidade e leiturabilidade. Contudo, durante a década de 1990, certamente a partir do número 29, aparece uma interferência na
legibilidade e leiturabilidade, o corpo do texto passa a ser composto todo em Futura light,
caixa alta, justificado, com espaçamento aberto entre letras, equilibrado com os espaços
entre palavras, sem recuo de parágrafos.
Entre o número 49 e 52, há manifestações também de designers, ou seja, na Gráfica
49 o portfólio de David Carson foi apresentado. Nesse número, ilegibilidade, assim como ruídos visuais estão presentes na revista.
O design gráfico editorial da Gráfica passa por transformações ao longo das edições. Mudanças sutis, assim como também evidentes ocorrem, porém de forma gradativa, refletindo o repensar das escolhas em cada novo número, sem deixar desaparecer seu tema visual geral.